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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ana de Hollanda, futura ministra da Cultura, conversou com jornalistas no Rio


A cantora e compositora Ana de Hollanda foi escolhida pela presidente eleita Dilma Rousseff para ser a nova ministra da Cultura.

Ela será a primeira mulher a assumir a chefia do Ministério da Cultura, concretizando o desejo anunciado por Dilma de ter mais mulheres em cargos de chefia na Esplanada.

Ana de Hollanda esteve em uma sala de reuniões do edifício do BNDES para sua primeira coletiva de imprensa após o anúncio oficial feito pela equipe de transição. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (22), no Rio de Janeiro.

Na conversa, a futura ministra falou de suas prioridades de gestão e se revelou ainda surpresa com o convite que recebeu da presidente eleita. Ana também reconheceu a qualidade da gestão iniciada por Gilberto Gil e continuada por Juca Ferreira, e destacou especialmente o trabalho realizado em regiões do Brasil onde anteriormente o MinC não atuava. Ela também assegurou que pretende dar continuidade a uma série de políticas culturais já implantadas e destacou a importância da criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da implementação dos Pontos de Cultura como exemplos de ações de fortalecimento da política cultural no Brasil.

“O MinC tem dado prioridade em atender classes desfavorecidas, o que tem proporcionado um grande trabalho de inclusão social. Pretendo aproveitar essas ações e manter a Cultura como fator de inserção social”, disse Ana de Hollanda. “Não quero interromper este trabalho bem feito que tem sido desenvolvido pelo Ministério da Cultura, mas é evidente que cada gestor tem uma visão e vai dar suas prioridades ao que for necessário”, completou.

Para a futura nova ministra, o centro da cadeia produtiva está na área da criação e destacou que pretende desenvolver um trabalho maior de fomento e difusão dessa área, passando pela música, o cinema, as artes plásticas, o circo, o design, o teatro, a dança, entre outras áreas. Ela também revelou sua preocupação com a diversidade cultural brasileira e pretende trabalhar em parcerias com os diversos setores, focalizando também na integração entre os ministérios.

Quando questionada pelos jornalistas sobre as reformas da Lei dos Direitos Autorais e da Lei Rouanet, Ana de Hollanda afirmou que essas questões continuarão sendo discutidas pelo Ministério da Cultura e acompanhadas por especialistas do setor, que analisarão o que deve ser mantido ou alterado ao longo de sua gestão.

Ana defendeu ainda a inserção da Cultura como fator relevante para elevação do nível social e de conhecimento do brasileiro, e que isso deve ser feito tanto por meio do consumo como da participação criativa. “A cultura é uma necessidade do ser humano prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o que naturalmente demonstrará a necessidade de mais verbas para esse setor”, declarou.

Trajetória

A Cultura sempre teve uma presença forte na vida de Ana de Hollanda, que vem participando de discussões do setor há pelo menos 30 anos.
Trabalhou no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de São Paulo, de 1982 a 1985, e chefiou o setor de música do órgão. Foi também Secretária de Cultura do Município de Osasco, entre 1986 e 1988, e diretora do Centro de Música da Funarte (Fundação Nacional de Artes), entre 2003 e 2007, quando teve a oportunidade de reavivar o Projeto Pixinguinha. Na Funarte, Ana de Hollanda também participou do projeto de criação das Câmaras Setoriais e coordenou a Câmara Setorial de Música.

Nos últimos três anos, ela fez parte da diretoria do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Rio de Janeiro.

Fonte: Juliana Nepomuceno, Comunicação Social/ MinC)
(Fotos: André Mello)

http://www.cultura.gov.br/site/2010/12/22/coletiva-de-imprensa-4/

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fundo Setorial do Audiovisual

FSA destina R$ 84 milhões para investimento em projetos de cinema e televisão

Prazo de inscrição nas chamadas públicas lançadas hoje vai até 18 de fevereiro de 2011

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram nesta terça-feira, 21 de dezembro, no Rio de Janeiro, as novas chamadas públicas do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que somam R$ 84 milhões em recursos para investimento em projetos para cinema (produção, distribuição e comercialização) e televisão (produção). Em sua terceira fase de operação, o FSA já é reconhecido como um dos principais instrumentos de fomento à indústria audiovisual no Brasil, tanto pela abrangência das linhas de ação quanto pela estabilidade, que contribui para a organização do mercado.

“Desde o lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, em dezembro de 2008, as convocatórias são abertas na mesma época do ano. Essa constância possibilita aos agentes do mercado maior capacidade de planejamento”, observa o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, lembrando que o FSA já nasceu como um mecanismo de política pública inovador, pois seus investimentos prevêem participação na receita obtida pela obra. “O fundo inverteu a lógica do recurso a fundo perdido e convidou os agentes do setor para parcerias nas quais os riscos são divididos. A ampla aceitação desse modelo pode ser verificada pela quantidade e qualidade das propostas recebidas nas chamadas públicas anteriores, quando foram destinados R$ 116 milhões a cerca de 130 projetos”, afirma Rangel.

Novamente, as linhas de ação contemplam diferentes atividades da cadeia produtiva do setor: produção de longa-metragem (linha A, R$ 34 milhões), produção de obras para televisão (linha B, R$ 20 milhões), aquisição de direitos de distribuição de longa-metragem (linha C, R$ 25 milhões) e comercialização de longa-metragem (linha D, R$ 5 milhões). Os aspectos artísticos, a capacidade e histórico da empresa proponente, além da compatibilidade entre o orçamento do projeto e a perspectiva de retorno comercial estão entre os critérios de avaliação dos projetos.

Os editais lançados hoje incorporam mudanças efetuadas pelo Comitê Gestor do FSA a partir de sugestões coletadas pela Ancine junto a representantes do setor. A linha D passa a funcionar em fluxo contínuo, isto é, não existe mais um período de inscrição para propostas de comercialização de filmes. Elas serão analisadas à medida que forem apresentadas à Finep pelas distribuidoras, o que garantirá maior agilidade ao processo de seleção e, consequentemente, de contratação dos investimentos. Para evitar concentração de recursos, uma determinada empresa não poderá receber mais de 50% do total disponível na linha. Nas demais linhas o prazo de inscrições começa amanhã, dia 22, e segue até 18 de fevereiro de 2011. Os editais estarão disponíveis no site da Finep (www.finep.gov.br).

Outra novidade válida para todas as linhas reforça o compromisso do FSA com o compartilhamento de riscos, ao mesmo tempo em que busca contribuir para a sustentabilidade do mecanismo. Trata-se de uma pontuação extra, apurada com base nos resultados comerciais de projetos contemplados com investimento do FSA em chamadas anteriores.

Linhas de ação e recursos disponíveis para investimento em 2011

LINHA A (Chamada Pública Prodecine 01/2010)


Dedicada às operações de investimento em produção de longa-metragem independente, incluindo projetos de coprodução internacional. Nas duas chamadas públicas já realizadas, a Linha A selecionou 63 projetos e investiu um total de R$ 59,2 milhões. Os filmes contemplados – obras de ficção, documentários e animações – espelham a diversidade do cinema brasileiro, e falam com diferentes públicos. Na etapa de seleção é utilizado um indutor regional. Isso significa que, na fase de convocação para a defesa oral (‘pitching’), podem ser chamados projetos cujos proponentes estejam sediados em estados não contemplados no grupo de propostas que obtiver a nota técnica mais alta. Recursos disponíveis: R$ 34 milhões.


LINHA B (Chamada Pública Prodav 01/2010)

Voltada para operações de investimento em produção independente de obras audiovisuais brasileiras para televisão, privada ou pública, aberta ou por assinatura, incluindo projetos de coprodução internacional. Já selecionou 28 projetos e investiu um total de R$ 20,8 milhões. Devido ao êxito da Chamada Pública de 2009, que contou com maior número de projetos de qualidade e grande adesão de emissoras de TV (cinco redes privadas de sinal aberto, duas de sinal fechado e duas públicas), o Comitê Gestor do FSA resolveu aumentar o montante disponível para investimento, que passou de R$ 17,7 milhões para R$ 20 milhões.

LINHA C (Chamada Pública Prodecine 02/2010)


Dedicada a operações de investimento em aquisição de direitos de distribuição de longa-metragem, com utilização dos recursos na produção da obra. O objetivo da Linha C é capitalizar as empresas distribuidoras independentes brasileiras, dando a elas a oportunidade de contar com filmes nacionais mais competitivos em seus catálogos. Nas duas chamadas públicas já realizadas, a Linha C investiu R$ 32,5 milhões em 24 propostas. Assim como a Linha B, também recebeu acréscimo de valores nesta chamada pública, passando de R$ 22,5 milhões para R$ 25 milhões o total disponível para investimentos.


LINHA D (Chamada Pública Prodecine 03/2010)

Voltada para operações de investimento em comercialização de longa-metragem, de produção independente, para exibição em salas de cinema no país. Somente aceita obras que já estejam finalizadas. As empresas distribuidoras precisam apresentar o contrato de distribuição dos filmes. Até o momento, investiu R$ 3,3 milhões em 17 projetos. A partir desta Chamada Pública passa a operar por fluxo contínuo. Recursos disponíveis: R$ 5 milhões.


Fonte: (Assessoria de Comunicação Ancine/MinC)
http://www.cultura.gov.br/site/2010/12/21/fundo-setorial-do-audiovisual-13/

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ana de Hollanda será a nova ministra da Cultura

Ana atuou no primeiro governo do presidente Lula como diretora do Centro de Música da Funarte (Gianne Carvalho/Folhapress )




A cantora e compositora Ana de Hollanda será ministra da Cultura








A cantora, compositora e atriz Ana de Hollanda será a ministra da Cultura. Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Buarque de Hollanda, ela atuou no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como diretora do Centro de Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte), sendo responsável pela retomada de projetos como a Bienal de Música Contemporânea e o Projeto Pixinguinha.

Nasceu em 12 de agosto de 1948 e começou sua carreira artística aos 16 anos de idade, acompanhando o irmão Chico Buarque, como integrante do quarteto As Quatro Mais, no show Primeira Audição, apresentado no teatro do Colégio Rio Branco, em São Paulo, e reapresentado na TV Record. Em 1968, participou do 3º Festival Internacional da Canção, interpretando o frevo Dança das rosas.

Em 1980 e 1981, frequentou o Curso de Formação de Atores no Teatro Vento Forte em São Paulo. Em 1983, assinou a direção musical do curta metragem Vianinha, de Gilmar Candeias e Jorge Achôa. Entre 1986 e 1988, foi Secretária Municipal de Cultura de Osasco (SP). Em 1990 atuou como atriz no espetáculo baseado no conto O Reino deste Mundo, de Alejo Carpentier, dirigido por Amir Haddad, encenado em Machurrucutu (Cuba). Ainda nesse ano, escreveu, em parceria com a dramaturga Consuelo de Castro, a peça Paixões provisórias.

O primeiro disco solo de Ana de Hollanda foi gravado em 1980. Depois vieram mais três gravações. O seu repertório inclui sambas de Noel Rosa e Geraldo Pereira, canções de Chico Buarque, da Bossa Nova e da Música Popular Brasileira (MPB).


Fonte: Agência Brasil

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2010/12/20/interna_politica,228663/a-cantora-e-compositora-ana-de-holanda-sera-ministra-da-cultura.shtml


 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Brasil e a olimpíada do livro de 2013

Em junho desse ano, o MINISTRO da CULTURA, JUCA FERREIRA, e o diretor da Feira do LIVRO de Frankfurt, Jüergen Boss, com o apoio da Câmara Brasileira do LIVRO, assinaram um protocolo de intenções que firma o BRASIL como país homenageado do evento literário alemão em 2013. Frankfurt é sede da maior feira de venda de direitos de reprodução de livros no mundo e cerca de dois milhões de pessoas a visitam a cada edição.

Ao levar o BRASIL à Frankfurt teremos, além do diálogo entre países, uma grande oportunidade de vender os livros dos autores brasileiros. Editoras dos quatro cantos do país poderão lançar seus autores e publicações. Entretanto, devido à dimensão do evento, é fundamental que haja uma preparação para a feira, que representará uma verdadeira olimpíada do LIVRO e dos direitos de reprodução para o BRASIL em 2013.

As autoridades brasileiras, juntamente com a Câmara Brasileira do LIVRO e o MINISTÉRIO DA CULTURA devem investir fortemente nesse evento. Vivemos um momento importante dentro da esfera global. Nos próximos anos, as atenções mundiais estarão muito voltadas para o BRASIL. Eventos como as Olimpíadas de 2016, no Rio, e a Copa do Mundo de 2014, no BRASIL, estão na pauta do país e do mundo.Devemos, de fato, nos organizar a fim de consolidar ainda mais a economia criativa em nosso país, que é a grande economia do século 21. O século 21 é marcado por uma transição para a era da economia do conhecimento. A riqueza revolucionária da 3ª Onda, defendida por Alvin Toffer, é cada vez mais baseada no conhecimento.

O BRASIL pode ser o melhor dos Brics, através do fortalecimento da economia criativa. Transformar inventividade em competitividade. A tendência é aumentar a riqueza gerada pela economia baseada no desenvolvimento das indústrias culturais e de criatividade.

As editoras, autores e produtoras culturais devem se empenhar para que nossas obras sejam expostas de maneira competente para todo o mundo. Através de novas publicações, novas edições de livros já lançados e traduções de obras para idiomas como o alemão, espanhol, francês, inglês e o crescente mandarim poderemos fazer uma bela participação nessa vitrine para o mundo do setor livreiro. É uma oportunidade única para o país do futebol mostrar que também é o país dos livros. 


Fonte: JORNAL DO BRASIL - RJ | CADERNO B , 22/11/2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sai plano nacional de cultura

Com força constitucional, legislação cria metas para próximos 10 anos a todas instâncias públicas

O Congresso aprovou ontem, por unanimidade, o Plano Nacional de Cultura (PNC) em caráter terminativo - agora, só falta a sanção presidencial. Assim como outros planos de políticas públicas (Plano Nacional de Saúde e Plano Nacional de Educação), o PNC estabelece metas obrigatórias para os próximos dez anos na área cultural.

"É equivalente à carta de navegação para os marinheiros: traz as diretrizes para os governos estaduais e municipais e o governo federal, para que o fogo não seja reinventado todo dia", disse ontem, 20 minutos após a aprovação, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. A derradeira aprovação do projeto de lei, na manhã de ontem, se deu por unanimidade na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Segundo o Ministério da Cultura, o projeto do plano foi concluído após consultas públicas, audiências e debates (muitos deles organizados pelo próprio Congresso) - entre eles a 1.ª Conferência Nacional de Cultura, Câmaras Setoriais, Fóruns e Seminários. Já o texto foi um trabalho em parceria entre os Poderes Legislativo e Executivo. Como é previsto na Constituição Federal (foi incluído na emenda constitucional 48, em 200), é decisivo na formulação de políticas públicas de longo prazo.

Segundo o texto, o plano inclui o seguinte: "Fortalecimento institucional e definição de políticas públicas que assegurem o direito constitucional à cultura; proteção e promoção do patrimônio e da diversidade étnica, artística e cultural; ampliação do acesso à produção e fruição da cultura em todo o território; inserção da cultura em modelos sustentáveis de desenvolvimento socioeconômico; estabelecimento de um sistema público e participativo de gestão, acompanhamento e avaliação das políticas culturais."

A aprovação do PNC chega num momento delicado para o Ministério da Cultura: a definição do nome que vai se manter à frente do MinC nos próximos quatro anos no governo Dilma Rousseff. Ministério alimenta expectativa, interna, de que Juca Ferreira seja reconfirmado no cargo, mas isso só será definido após regresso da presidente eleita de Seul. "O importante é que há um compromisso da presidente eleita com a área cultural. Ela participou, na Casa Civil, da formulação de todos os projetos do setor, que são programas do governo. O resto é política", disse o ministro.

Entre os projetos vitais para o MinC, em tramitação no Congresso, estão o ProCultura (que reforma a antiga Lei Rouanet e cria fundos de incentivo direto); o Vale Cultura (adoção de um vale, semelhante aos vales-refeição, que dará R$ 50 para os trabalhadores adquirirem ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros e outros produtos culturais); a criação do Sistema Nacional de Cultura (que formaliza a cooperação entre União, Estados e municípios); e a PEC 150, que estabelece piso mínimo de 2% do orçamento federal, 1,5% do estadual e 1% do municipal para a cultura. Juca Ferreira participou da criação de todos eles, primeiro como secretário executivo da gestão Gilberto Gil, depois como seu sucessor.

Pré-Sal. Juca Ferreira também lutou pela inclusão da Cultura no Fundo Social do Pré-Sal (projeto de lei 5940/09), que já foi aprovado com emendas no Senado Federal e retornou à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações.

Outra legislação, essa mais polêmica, em exame no Congresso é o anteprojeto de lei que moderniza a Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/1998), que tem como principal objetivo abarcar as questões autorais dentro da nova ordem digital. Combatido por setores da área musical, foi acusado de "dirigismo" por associações de classe.

Sistema de Informações
Lei cria o Sistema Nacional de Informações Culturais, cujo objetivo será coletar, sistematizar e interpretar dados, fornecer metodologias e estabelecer parâmetros da cultura e suas necessidades e dispor estatísticas, indicadores e modelos econômicos; também estabelece formas de adesão de Estados, Distrito Federal e Municípios às diretrizes e metas do PNC, além das propostas plurianuais; prevê colaboração entre agentes públicos e privados.

Cultura digital
Plano, que abrange cultura digital, turismo cultural e desenvolvimento sustentável, tem revisão prevista em quatro anos e tem o MinC como executor operacional - definirá meios de financiamento e instituirá sistema de monitoramento e avaliação periódica do alcance das diretrizes e eficácias das metas.


Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - SP , 10/11/2010, Jotabê Medeiros

Vale Cultura deve ser aprovado este ano


PROJETO pretende disponibilizar R$ 50 mensais para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos


A proposta de criação do VALE CULTURA, que aos moldes do Bolsa Família, pretende incentivar a população a frequentar e adquirir bens culturais, não deve encontrar resistência para ser aprovada no Congresso. Para os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos, serão disponibilizados R$ 50 por mês para assistir a espetáculos de dança, ir ao CINEMA ou comprar livros e DVD´s. Para quem entende do assunto, no entanto, não é apenas a falta de dinheiro que impede as pessoas de consumirem CULTURA.



A estimativa do MinC é que R$ 6 bilhões sejam injetados por ano no mercado cultural, por meio de incentivos fiscais às empresas que participarem do PROGRAMA. A contrapartida para o trabalhador será de até 10% do valor do benefício (R$ 5), descontado no contracheque. Estagiários e portadores de deficiências também terão direito. Para os aposentados, o valor disponibilizado será de R$ 30.



O deputado Fernando Ferro (PTPE), líder do PT na Câmara, afirma que todas as iniciativas de INCENTIVO à CULTURA e a LEITURA são importantes e devem fazer parte da "cesta básica da cidadania".



- O PROJETO é de âmbito nacional e vai favorecer a população mais carente de CULTURA no país - defende.



A proposta parece encontrar apoio também na oposição. Apesar de mostrar certo ceticismo, o deputado Gustavo Fruet (PSDBPR), líder da minoria, afirma que todo INCENTIVO a CULTURA é bem vindo.



- Só o tempo mostrará se o VALE CULTURA atingiu o objetivo proposto e qual o impacto de renúncia fiscal das empresas participantes - afirmou. 


Fonte: ASCOM/MinC  Jane Rocha - Brasília
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Höchst und Brasilien wachsen zusammen

Journalisten, Kulturschaffende und Politiker aus Brasilien kommen zum Filmfestival nach Höchst.

Höchst. Was haben Höchst und Brasilien gemeinsam? Beide starten durch, und langsam wird ihre Bedeutung auch außerhalb der eigenen Grenzen neu wahrgenommen, könnte eine Antwort auf die nicht ganz ernstgemeinte Frage sein. Denn natürlich lässt sich der Stadtteil im Westen Frankfurts nicht mit der südamerikanischen Wirtschaftsmacht vergleichen. Um so erstaunlicher ist es, welchen Aufwand die Brasilianer betreiben, um das dritte brasilianische Filmfestival zu einem Erfolg werden zu lassen.


Dass es nun ausgerechnet Höchst mit seinem kleinen aber feinen Filmforum ist, in dem die Filme gezeigt werden, kommt nicht von ungefähr. Seit Jahrzehnten arbeiten Klaus-Peter Roth und sein Team daran, dem lateinamerikanischen Kino ein Forum zu bieten.

Mit der brasilianischen Filmbranche ist jetzt ein potenter, möglicherweise bald international agierender Akteur auf der Bühne erschienen. So geht es bei dem Filmfestival, das am morgigen Donnerstag um 18.30 Uhr offiziell mit einem Umtrunk eröffnet wird, nicht nur um die Präsentation interessanter Filme, sondern auch um das Anberaumen neuer Kontakte. Regisseure, Produzenten, Drehbuchautoren und kulturpolitische Vertreter Brasiliens werden sich in der Festival-Lounge einfinden.

Der Eröffnungsfilm «Praça Saens Peña» (Donnerstag, 11. November, 19 Uhr) erzählt die Geschichte von Paolo, einem Gymnasiallehrer, und seiner Frau Teresa, der Geschäftsführerin einer Imbissbude. Wirtschaftlich scheint es bergauf zu gehen, als Paolo ein Buch über das Stadtviertel Tijuca schreiben soll. Doch dann führt dieses Projekt zu einer familiären Krise. Die Produzentin Gisela Camara ist anwesend.

Am Freitag, 12. November, wird es experimentell: Von 20.30 Uhr an wird der Film «A falta que nos move – Die Abwesenheit, die uns bewegt» gezeigt. Die fünf Schauspieler haben ihre Regieanweisungen während des Drehens nur per SMS bekommen. Erzählt wird die Geschichte von fünf Freunden, ihr Verhältnis zu 20 Jahren Militärdiktatur. Erinnerungen kommen an die Oberfläche. Fiktion und Realität verbinden sich. . .

Von Freitag bis Dienstag stehen täglich zwei Vorführungen auf dem Programm: Die frühe Vorführung beginnt um 18.30 Uhr, die späte um 20 Uhr. Am Mittwoch, 17. November, geht das Festival mit dem Film «Olhos azuis», Beginn 20 Uhr, zu Ende.

Fonte: Artikel vom 10. November 2010, 03.22 Uhr (letzte Änderung 10. November 2010, 05.01 Uhr)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A foto que a imprensa brasileira não publicou...





O nome desta senhora, ex-favelada do Rio de Janeiro, é Corina Edelvina Bento. Ela chora de emoção e sacode as chaves de sua casa nova, ao mesmo tempo em que é beijada pelo presidente Lula. Dona Corina morava numa favela em precárias condições. Agora, é uma das beneficiárias do programa Minha Casa, Minha Vida.

A fotografia é tão (politicamente) persuasiva que não foi publicada em nenhum jornal do Brasil, por razões óbvias. Foi publicada - acredite - no The Wall Street Journal, de propriedade do grupo midiático de Rupert Murdoch, que também detém o controle da famigerada Fox News, apoiadores do republicanismo conservador e do Tea Party.

Para se ter uma ideia do que é a News Corp. (empresa controladora do grupo), José Maria Aznar, ex-primeiro ministro da Espanha, é membro efetivo do board de 17 diretores do vasto grupo de entretenimento.

A fotografia foi tirada no dia 25 de outubro último, por Felipe Dana, da AP.



Fonte: http://glauberpiva.blogspot.com/
 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Feira do Livro de Frankfurt - Brasil 2013

Ministério da Cultura libera R$ 400 mil para ampliar presença brasileira no mercado editorial internacional

Verba para Programa de Tradução de obras nacionais aumenta visibilidade de autores nacionais e mostra ao mercado uma prévia da Feira de Frankfurt de 2013, que vai homenagear o Brasil

Brasília, 7 de outubro de 2010 – O Ministério da Cultura (MinC) vai liberar R$ 400 mil em bolsas para a ampliação do Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros, que está com inscrições abertas até o próximo dia 23. O objetivo é projetar no mercado internacional os variados estilos de literatura produzidos no Brasil, incluindo autores de diferentes gerações e regiões, não se limitando apenas a clássicos ou best-sellers para aumentar a presença da diversidade literária nacional em grandes eventos internacionais. O Brasil será homenageado na edição 2013 da Feira do Livro de Frankfurt, a maior do setor no mundo. Uma delegação do MinC está na Alemanha para formalizar a participação do Brasil.


“É como sediar a Copa do Mundo do Livro”, comemorou o ministro da Cultura Juca Ferreira. “Minha expectativa é de que consigamos mobilizar os escritores e produtores de conteúdo para que possam de fato ocupar a feira e assim mostrar o que de melhor temos no Brasil, o que temos de mais contemporâneo e, ao mesmo tempo, nossas tradições culturais e literárias”, acrescentou.

O convite ao Brasil foi feito oficialmente em junho deste ano, quando o diretor da feira, Juergen Boos, esteve no país e encontrou-se com o ministro. A partir dessa formalização, a intenção é que a presença nacional na região cresça gradativamente nos próximos três anos, com publicação de resenhas, debates e outros eventos culturais voltados não apenas para o mercado literário, mas também outras manifestações artísticas, como a música e o teatro.

O objetivo é que em 2013, quando assumir o protagonismo da Feira de Frankfurt, a diversidade cultural brasileira já esteja difundida na comunidade internacional. “Tudo aponta que teremos o reconhecimento pleno, em escala mundial, da cultura brasileira e de nossa produção intelectual, dos nossos produtos e também de nossa capacidade de gerir uma diversidade cultural muito ampla e rica”, avaliou o ministro.

A organização da feira cederá ao MinC um estande de 2.500 m2, onde serão realizados eventos oficiais para divulgar a identidade cultural brasileira e também haverá exposição de exemplares de livros de autores brasileiros, traduzidos para inglês e alemão pelos bolsistas do Programa de Tradução. Às editoras nacionais será oferecido espaço num estande coletivo.

A participação na Feira de Frankfurt consolida a política de valorização da diversidade da literatura nacional, que tem como marcos a desoneração dos impostos PIS/PASEP e COFINS para toda a cadeia produtiva do livro no país, instituída em 2004; a criação da Diretoria de Livro, Leitura e Literatura (DLLL) no MinC, em 2009; e a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, num acordo firmado pelo MinC e por entidades representativas do setor literário, também no ano passado.

O Basil na Feira do Livro de Frankfurt

Além de vitrine para autores e editoras, a Feira de Frankfurt é também um fórum de discussão global sobre temas relacionados a toda a cadeia produtiva do livro, como a questão dos direitos autorais, as novas plataformas para leitura e o mercado de livros digitais. Atualmente o Brasil compra mais direitos autorais para traduzir obras estrangeiras do que vende os direitos de tradução de literatura nacional para outras línguas. A expectativa é que, com a visibilidade da feira, esta relação se aproxime do equilíbrio.

A delegação brasileira que viajou para a capital econômica da Europa é composta por quatro representantes do Ministério da Cultura e dois da cadeia produtiva do mercado literário nacional. São eles: o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, José Almino de Alencar, que representa o ministro Juca Ferreira; Déa Coufal, da Fundação Biblioteca Nacional; Fabiano do Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC; Bruno Melo, da diretoria de Relações Internacionais do MinC; Joaquim Maria Guimarães Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores; e o escritor Flávio Moreira da Costa. “Isso sinaliza o quão juntos estamos trabalhando, o setor público, o setor privado e a sociedade”, explica o ministro.

Em sua edição mais recente, a feira recebeu 299 mil visitantes e 10 mil jornalistas, para conferir obras levadas por 7.300 expositores de mais de 100 países. A Feira de Frankfurt é anual e começou a ser realizada em 1949. Desde 1988 os organizadores escolhem um país como convidado de honra para apresentar de forma destacada a produção literária nacional.

A participação do Brasil na feira é uma parceria entre Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores, por meio do departamento cultural e do consulado geral do Brasil em Frankfurt. Esta é a segunda vez que o Brasil participa como homenageado. A primeira foi em 1994.



Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros

Desde 2007 a Fundação Biblioteca Nacional concede bolsas pra traduções de livros brasileiros. No primeiro ano, foram oito bolsas, em 2008, cinco, e no ano passado, nove bolsas. Em 2010, somente no primeiro semestre, foram preenchidas 22 vagas e as inscrições para o processo seletivo deste segundo semestre estão abertas até o dia 23 de outubro. Para este ano, além das editoras internacionais, também podem se inscrever editoras nacionais e editoras de livros eletrônicos – ou e-books. O valor de cada bolsa varia entre R$ 4 mil e R$ 12 mil. Para mais informações, acesse http://www.bn.br/portal/index.jsp?nu_pagina=111

Guest of Honour Brazil 2013


Guest of Honour Brazil 2013: translation funding programme increased
Brazilian Ministry of Culture provides around 160,000 euros in support of the translation of Brazilian titles

Frankfurt, 07.10.2010 –  The Brazilian Ministry of Culture is providing around 160,000  euros (364,000 R$) in funding for the translation of Brazilian works into languages from all over the world. This is ten times the originally planned amount, as the Brazilian Consul General in Frankfurt , Cézar Amaral, announced at the Frankfurt Book Fair. The “Literature Translation Grant” programme is intended for Brazilian and international publishing companies and has been launched by the Brazilian National Library Foundation (Fundação Biblioteca Nacional) and the Book and Literature Department in the Ministry of Culture (Diretoria de Livro, Leitura e Literatura) in cooperation with the General Department of Research and Publishing (Coordenadoria Geral de Pesquisa e Editoração). Applications for funding can still be submitted through to 23 October (further information is available on the Brazilian National Library website at www.bn.br).


Official agreement with the 2013 Guest of Honour Brazil signed
Today, the official agreement with the 2013 Guest of Honour Brazil was signed at the Frankfurt Book Fair, following on from the declaration of intent already signed by the Brazilian Culture Minister Juca Ferreira and the Book Fair Director Juergen Boos in June in the Brazilian capital Brasilia. The presence of the Guest of Honour Brazil at the Frankfurt Book Fair will be the joint responsibility of the Brazilian Ministry of Culture and Foreign Ministry, the Brazilian Consulate General in Frankfurt will be responsible for the implementation locally. “Apart from the classics like Jorge Amado and the exceptional case of Paulo Coelho, Brazilian authors have been virtually untranslated in recent years in Germany . So of course there's a lot of catching up to do here”, says Juergen Boos, Director of the Frankfurt Book Fair. Contemporary authors such as Patrícia Melo, Bernardo Carvalho, Milton Hatoum and Paulo Lins are available in German translation, others, such as Adriana Lisboa, Ronaldo Corria De Brito, Marta Medeiros, Joấo Paulo Cuenca and Santiago Nazarian have remained undiscovered up to now.

Brazil has already started preparing for its appearance. Together with the export and investment promotion agency Apex Brazil , the Brazilian Chamber of Books (Camara Brasileira do Livro) is launching a promotion campaign for the Brazilian publishing industry headlined “Brazilian Publishers”. 56 publishing companies are exhibiting on the Brazilian national stand (Hall 5.1 E 961), around 120 Brazilian publishers are here in person – among them Companhia das Letras, Cosac Naisy, the children's book publisher Callis, two of Brazil's biggest education publishers, FTD and Scipione, and the literature  publishers Rocco. There are a number of events on Brazil at the Book Fair, such as an art book exhibition in Hall 4.1 (foyer) organised by the Brazilian publishing company  Imprensa Oficial. A presentation by the Brazilian photographer Valdir Cruz is dedicated to the subject of trees in the São Paulo region (8.10., 12.35 p.m., Forum Dialog 6.1 E 913). A discussion on the “Cultural Integration of the Mercosur” is being held by the Brazilian Consulate General on Wednesday (6 October, 5.30 p.m., Forum Dialog 6.1 E 913), and on Friday at the Fair, the topic is the “Historical Relations Between Brazil and Argentina ” (8 October, 5.30 p.m. Forum Dialog, 6.1 E913).

Brazil is Germany 's most important trade partner in South America . A high level of professionalism and flourishing translation activities are typical of the Brazilian book market. Around 45,000 new titles are published per year, there are around 3,000 publishing companies in Brazil . Rights and licences for Brazil are granted predominantly by the Anglophone world. For Germany , Brazil is the biggest purchaser of rights and licences on the American continent at 178 titles (2007: 156) – ahead of even the USA (143). Whilst Spanish-speaking countries in Latin America are very much under the influence of Spanish publishing corporations, the Brazilian book market operates completely independently of the Portuguese book market. “Since 1994, the first time that Brazil was the guest nation at the Frankfurt Book Fair, the Brazilian book market has undergone very dynamic development”, according to Fabiano dos Santos, director  of the Book and Literature Department in the Brazilian Ministry of Culture. “We are delighted that in 2013, we will be able to demonstrate on an international stage Brazil's attachment to other Portuguese-speaking countries as well.” 

The Brazilian delegation and the Directors of the Frankfurt Book Fair after the signing of the Guest of Honour Agreement, 06.10.2010
 


The Frankfurt Book Fair is the biggest book and media fair in the world - with around 7,000 exhibitors from over 100 countries. It also organises the participation of German publishers at more than 25 international book fairs and is associated with the Cape Town Book Fair in South Africa and the Abu Dhabi International Book Fair. It maintains the most visited website worldwide for the publishing industry at www.buchmesse.de and its directory of decision-makers in the book and media industries features around 31,000 contacts. The Frankfurt Book Fair is a subsidiary of the German Publishers & Booksellers Association.

Contact for the media:

Press & Corporate Communications, Frankfurt Book Fair
Katja Böhne, Press Officer, phone: +49 (0) 69 2102-138, press@book-fair.com
Nina Klein, Director Press Office, phone: +49 (0) 69 2102-165, klein@book-fair.com
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Frankfurter Buchmesse: Ehrengast Brasilien 2013


Ehrengast Brasilien 2013: Fördersumme für Übersetzungsprogramm erhöht
Brasilianisches Kulturministerium unterstützt die Übersetzung brasilianischer Titel mit rund 160.000 Euro


Frankfurt, 07.10.2010 –  Das brasilianische Kulturministerium fördert die Übersetzung brasilianischer Werke in Sprachen aus aller Welt in einer Höhe von rund 160.000 Euro (364.000 R$). Damit verzehnfache sich die ursprünglich vorgesehene Fördersumme, wie der brasilianische Generalkonsul in Frankfurt, Cézar Amaral, auf der Frankfurter Buchmesse mitteilte. Das Programm "Literature Translation Grant" richtet sich an brasilianische und internationale Verlage und wurde vom brasilianischen Kulturministerium zusammen mit der Stiftung der Brasilianischen Nationalbibliothek (Fundação Biblioteca Nacional) sowie dem Referat für Buch und Literatur im Kulturministerium (Diretoria de Livro, Leitura e Literatura) in Kooperation mit dem General Department of Research and Publishing (Coordenadoria Geral de Pesquisa e Editoração) aufgelegt. Bewerbungen für das Förderprogramm können noch bis zum 23. Oktober eingereicht werden (mehr Informationen finden sich auf der Website der Brasilianischen Nationalbibliothek unter www.bn.br).



Heute wurde auf der Frankfurter Buchmesse der offizielle Vertrag mit dem Ehrengast Brasilien 2013 unterzeichnet, nachdem die Absichtserklärung zwischen dem brasilianischen Kulturminister Juca Ferreira und Buchmesse-Direktor Juergen Boos schon im Juni in der brasilianischen Hauptstadt Brasilia unterzeichnet worden war. Die Präsenz des Ehrengasts Argentinien auf der Frankfurter Buchmesse wird in Kooperation zwischen brasilianischem Kulturministerium und Außenministerium verantwortet, das brasilianische Generalkonsulat in Frankfurt ist verantwortlich für die Durchführung vor Ort. „Brasilianische Autoren werden - außer den Klassikern wie Jorge Amado und dem Ausnahmefall Paulo Coelho - in den letzten Jahren in Deutschland so gut wie nicht übersetzt. Hier gibt es natürlich einiges aufzuholen“, so Juergen Boos, Direktor der Frankfurter Buchmesse. Zeitgenössische Autoren wie Patrícia Melo, Bernardo Carvalho, Milton Hatoum und Paulo Lins liegen in deutscher Übersetzung vor, weitere wie Adriana Lisboa, Ronaldo Corria Debrito, Marta Medeiros, Joấo Paulo Cuenca und Santiago Nazarian sind bislang noch unentdeckt.

Brasilien bereitet sich schon jetzt auf seinen Auftritt vor. Die brasilianische Buchkammer (Camara Brasileira do Livro) startet zusammen mit der Export- und Investitionsförderungsagentur Apex Brasil unter dem Motto "Brazilian Publishers" mit einer Promotion-Kampagne für die brasilianische Verlagsbranche. 56 Verlage stellen am Brasilianischen Nationalstand (Halle 5.1 E 961) aus, rund 120 brasilianische Verleger sind persönlich vor Ort  – darunter Companhia das Letras, Cosac Naisy, der Kinderbuchverlag Callis, zwei der größten Bildungsverleger Brasiliens, FTD und Scipione sowie der Literatuverlag Rocco. Auf der Buchmesse findet eine Reihe von Veranstaltungen zu Brasilien statt, so etwa eine Kunstbuchausstellung in der Halle 4.1 (Foyer) organisiert von dem brasilianischen Verlag Imprensa Oficial. Eine Präsentation des brasilianischen Fotografen Valdir Cruz widmet sich dem Thema Bäume in der Region Sao Paulo (8. 10., 12.35 Uhr, Forum Dialog 6.1 E 913). Eine Diskussion zur "Kulturellen Integration des Mercosur" veranstaltet das brasilianische Generalkonsulat am Messe-Mittwoch (6. Oktober, 17.30 Uhr, Forum Dialog, 6.1 E913), am Messe-Freitag geht es dann um die "Historischen Beziehungen Brasiliens und Argentiniens" (8. Oktober, 17.30 Uhr, Forum Dialog, 6.1 E913).

Brasilien ist der wichtigste Handelspartner Deutschlands in Südamerika. Der brasilianische Buchmarkt zeichnet sich durch ein hohes Maß an Professionalität und eine rege Übersetzungsaktivität aus. Rund 45.000 Titel erscheinen pro Jahr neu, es gibt rund 3.000 Verlage in Brasilien. Die Hauptlizenzgeber für Brasilien stammen aus dem englischsprachigen Raum. Für Deutschland ist Brasilien mit 178 (2007: 156) Lizenzen der größte Lizenzabnehmer auf dem amerikanischen Kontinent - noch vor den USA (143). Während spanischsprachige Länder Lateinamerikas unter dem Einfluss spanischer Verlagsgruppen stehen, agiert der brasilianische Buchmarkt völlig autark vom portugiesischen Buchmarkt. "Seit 1994, als Brasilien das erste Mal Gastland der Frankfurter Buchmesse war, hat sich der brasilianische Buchmarkt sehr dynamisch entwickelt", so Fabiano dos Santos, Direktor für Buch und Literatur im brasilianischen Kulturministerium. "Wir freuen uns, 2013 auch die Verbundenheit Brasiliens mit anderen portugiesischsprachigen Ländern auf einer internationalen Bühne zeigen zu können." 



Nina Klein | Gruppenleiterin Presse
FRANKFURT BOOK FAIR
Ausstellungs- und Messe GmbH
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f +49 (0) 69 2102-46165

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

21. Bienal Internacional do Livro de São Paulo

12. bis 22. August 2010

Die Bienal Internacional do Livro de São Paulo ist das größte Medien- und Kulturevent Brasiliens und Treffpunkt der aktivsten Buchbranche Lateinamerikas.
Sie findet im Wechsel mit der Buchbiennale in Rio de Janeiro statt und zieht über 700.000 Besucher an. São Paulo ist zusammen mit Rio de Janeiro Verlagsmetropole des Landes. Alle Entscheider der Branche sind auf dieser Messe anzutreffen. 


Brasilien ist der wichtigste Handelspartner Deutschlands in Südamerika. Der brasilianische Buchmarkt zeichnet sich durch ein hohes Maß an Professionalität und eine rege Übersetzungsaktivität aus. Hauptlizenzgeber für Brasilien stammen aus dem englischsprachigen Raum. Für Deutschland ist Brasilien mit 178 (2007: 156) Lizenzen der größte Lizenzabnehmer auf dem amerikanischen Kontinent - noch vor den USA (143). Während spanischsprachige Länder Lateinamerikas unter dem Einfluss spanischer Verlagsgruppen stehen, agiert der brasilianische Buchmarkt völlig autark vom "Mutterland“ Portugal.



Fonte: Frankfurt Book Fair
http://www.buchmesse.de/de/deutsche_buchbranche/dgs/saopaulo/

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fundo Nacional da Cultura

Presidente Lula assina lei que protege orçamento do FNC em 2011

Os recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC) não poderão mais ser bloqueados. A definição está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada terça-feira (10 de agosto) no Diário Oficial da União (Seção 1, página 38, Anexo IV). O Ministério da Cultura conseguiu, em negociação com o Congresso Nacional, criar uma emenda protegendo o FNC de qualquer forma de contingenciamento. A decisão foi ratificada pelo Presidente da República.

“É uma vitória gigantesca para a Cultura, fundamental para a mudança de modelo de fomento que estamos fazendo”, comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira. “No mundo todo, o financiamento público da produção cultural é feito por meio de fundos, e não pela renúncia fiscal. Essa decisão acaba com a dúvida que o Fundo poderia ser contingenciado e dá segurança à mudança que estamos fazendo”, afirmou, referindo-se ao projeto de lei enviado ao Congresso Nacional propondo o Procultura.

O Fundo Nacional da Cultura (FNC) é um fundo público constituído de recursos destinados exclusivamente à execução de programas, projetos ou ações culturais. O MinC pode conceder este benefício por meio de programas setoriais realizados por edital, ou apoiando propostas que, por sua singularidade, não se encaixam em linhas específicas de ação, as chamadas propostas culturais de demanda espontânea.

Em 2007, foram disponibilizados R$ 472,8 milhões do FNC para serem investidos em programas e projetos culturais no ano de 2008. O valor investido em 2009 - aprovado em 2008 - subiu para R$ 523,3 milhões. No ano de 2010 - aprovado na LDO de 2009 - o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o FNC.

Fonte: Comunicação Social/MinC
http://www.cultura.gov.br/site/2010/08/12/fundo-nacional-de-cultura-2/