Páginas

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Concurso DOCTV - AL

Cinco projetos de documentários brasileiros foram selecionados para a etapa semifinal

Reforçar os laços culturais e divulgar a diversidade latino-americana. Estes são os objetivos do programa DOCTV América Latina. A comissão de seleção do concurso escolheu, nesta quinta-feira, 27 de agosto, cinco projetos para a defesa final, sendo eles: Laura, de Fellipe Germano Barbosa; Rocinha à Vista, de Felipe Schultz Mussel; Tekoayhu, Amizade, de Everson José Faganello; Como José se tranformou em Kátia, de Karla Holanda; e Entorno da Beleza, de Dacia Ibiapina da Silva.

Foram escolhidos como suplentes os filmes: Se Deus quiser, de Carlos André Constantin; Hellcenter, de Clara Leonel Ramos; e O Homem e o tempo, de Tatiana Guitti Polastri. Os filmes selecionados em toda a América Latina serão veiculados entre abril de 2010 a abril de 2011, pelas TVs Públicas dos países incluídos no DOCTV AL: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.

O concurso vai premiar com US$ 70mil um projeto inédito de documentário brasileiro de 52 minutos que proponha uma visão original da diversidade cultural brasileira. No total, foram inscritos 68 projetos brasileiros.

DOCTV AL - O Programa, lançado pela Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Ibero-América (Caaci), é coordenado no Brasil pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC). A proposta do edital é estimular e fortalecer o intercâmbio cultural e econômico entre os países latino-americanos, implantar políticas públicas integradas de estímulo à produção e veiculação de documentários nas TVs dos países da região, divulgar e distribuir a produção cultural desses países no mercado mundial.

Mais informações: sav.internacional@cultura.gov.br

(Fonte: Narla Aguiar, Ascom SAv/MinC)
http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/28/doctv-america-latina-11/

Primavera dos Museus 2009

Terceira edição terá cerca de 800 eventos em mais de 300 instituições em todo o país

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou a programação da 3ª Primavera dos Museus - Museus e Direitos Humanos.

A agenda reúne 789 eventos, que acontecem nos dias 26 e 27 de setembro, em 324 instituições de todo o país.

Estão previstas apresentações artísticas, mostras, exposições, visitas guiadas, seminários, palestras, exibição de filmes e documentários, espetáculos e diversas outras atividades socioeducativas e culturais.

Para esta edição, o Ibram/MinC convidou os museus a organizar uma programação que refletisse o papel dos museus como espaços de valorização da diversidade cultural e do direito à memória, reconhecendo a cultura como um direito humano, expresso nos modos de vida, motivações, crenças religiosas, valores, práticas, rituais e identidades.

Confira a programação da sua cidade no endereço eletrônico www.museus.gov.br/primavera_2009.

Primavera dos Museus - A iniciativa tem como objetivo sensibilizar os museus e a comunidade para o debate sobre temas da atualidade. Desde a sua primeira edição, a Primavera dos Museus já realizou cerca de 1.500 eventos que abordaram os temas Museu, Memória e Vida, em 2007, e Museus e o Diálogo Intercultural, em 2008.

Informações: (61) 3414-6167, no Departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus do Ibram/MinC.

Fonte: (Sara Schuabb, Ascom Ibram/MinC)
http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/28/primavera-dos-museus-2009/

Caravana da Cidadania Cultural

Comitiva do MinC vai a Currais Novos, no Sertão do Seridó, apresentar as ações do ministério

Ministro Juca Ferreira e secretários do MinC iniciam visita às cidades brasileiras, de pequeno e médio porte, para difundir as ações do Ministério da Cultura e mobilizar a população

O ministro da Cultura, Juca ferreira, lançou na manhã dessa quinta-feira, 27 de agosto, na cidade de Currais Novos (RN), na região do Sertão do Seridó, a Caravana da Cidadania Cultural, ação que se insere no âmbito dos programas Mais Cultura e Cultura Viva e tem o objetivo de apurar as demandas culturais da população de pequenos e médios municípios brasileiros, além de fazer uma apresentação dos principais programas do ministério.

Inicialmente destinada a 18 municípios, selecionados pela força da cultura local, a Caravana irá percorrer 16 estados no período de oito meses. É composta por secretários e assessores técnicos do Ministério da Cultura, que realizam debates com a população e oficinas de trabalho com gestores e produtores culturais, nas localidades visitadas.

Inspirada na poesia do poeta espanhol Antônio Machado, “Caminante, no hay camino; el camino se hace al caminar”, de que a caminhada se faz ao caminhar, a Caravana deixa um rastro de alegria e efervescência cultural por onde passa, com a realização de muitos shows e espetáculos de artistas locais.

Em Currais Novos, as atividades iniciaram com a participação do ministro Juca Ferreira e da governadora do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria, em um cortejo pelas ruas, junto com músicos, artistas locais e populares, até um palco armado no centro da cidade, onde teve início a solenidade oficial.

Em seu discurso, o ministro destacou a importância do diálogo direto com artistas e produtores culturais das diferentes regiões do país, afirmando que “de Brasília muitas vezes não temos a exata dimensão da riqueza da cultura brasileira. É preciso viajar, entrar em contato com as demandas culturais, com as queixas dos agentes locais e ver o que podemos fazer para melhorar”.

Segundo o ministro, a Caravana tem também a importante missão de prestigiar a arte popular brasileira e estimular os artistas locais através da presença do governo federal em suas cidades, debatendo com eles temas relacionados à cultura .

As visitas dos dirigentes do MinC aos municípios brasileiros é parte de um grande esforço que o ministério vem fazendo para democratizar as políticas públicas na área, junto com outras ações estruturais, como a reformulação da Lei Rouanet. “Quando chegamos no Ministério da Cultura, 80% dos recursos da Pasta ficavam com apenas duas cidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo. Estamos modificando toda a legislação que rege a cultura no Brasil para valorizar a diversidade cultural, que é o nosso maior patrimônio”, destacou o ministro.

O ato público contou com as presenças do vice-governador, Iberê Ferreira de Souza, dos deputados Fátima Bezerra (PT-RN), e Fernando Mineiro (PT-RN), do secretário estadual da Educação e Cultura, Ruy Pereira, de prefeitos de oito municípios da região do Seridó, além de vereadores e gestores culturais de várias cidades nordestinas.

Após o ato solene, a Caravana da Cidadania Cultural dirigiu-se para o Aeroclube da cidade, onde os secretários do MinC apresentaram os principais programas do ministério e explicaram o funcionamento dos mecanismos de apoio à cultura.

Participaram da equipe em Currais Novos os secretários do MinC Célio Turino (Cidadania Cultural); Américo Córdula (Identidade e Diversidade Cultural); Silvana Meireles (Articulação Institucional); Zulu Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares e Marcelo Bones, representando a Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC). A governadora Vilma de Faria e o vice-governador Iberê Ferreira de Souza também estiveram presente nesse encontro.

Na ocasião, produtores e artistas expuseram as reivindicações da cultura local ao ministro e sua equipe. As principais reivindicações foram sobre a necessidade da criação de políticas públicas para atender aos segmentos da viola e do repente, a inclusão de ações para deficientes físicos nos editais do MinC, apoio a bandas musicais, pedido de reconhecimento do teatro de bonecos da região do Seridó como patrimônio cultural brasileiro e apoio para o desenvolvimento de grupos de estudo e pesquisas nos sítios arqueológicos da região.

Houve também o pedido de apoio de um antigo exibidor de cinema, Targino da Costa, de 79 anos, que sonha recuperar para a sétima arte o prédio onde projetava seus filmes, perdido para uma igreja evangélica da cidade. “Talvez com a ajuda do Ministério da Cultura eu possa reabrir o cinema, como já aconteceu na cidade de Crato, onde eles conseguiram um empréstimo do BNDES”, comentou.

A maior parte das reivindicações feitas já são contempladas em programas do MinC, os secretários complementaram a explanação explicando o procedimento para o encaminhamento das propostas de projetos culturais ao MinC.

O ministro Juca Ferreira propôs aos produtores culturais da região que se organizem em um consórcio de municípios para serem atendidos em conjunto pelos serviços e financiamentos do ministério. Ele sugeriu, também, a articulação das lideranças locais com parlamentares para a proposição de emendas ao orçamento do Governo Federal, com investimentos em Cultura.

À tarde, os assessores do MinC esclareceram as dúvidas da população sobre projetos culturais, em estandes montados no calçadão central da cidade. No local, houve a realização de vários espetáculos artísticos e as atividades foram encerradas no início da noite, com um show do músico e secretário da Cultura de João Pessoa, Chico César.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/28/caravana-da-cidadania-cultural-2/
Ascom/MinC

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Espaços Culturais em São Paulo

Funarte/MinC lança editais para a seleção de projetos de montagem de espetáculos e atividades paralelas

A Fundação Nacional de Artes, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, lançou editais para a ocupação de três de seus espaços culturais em São Paulo: Teatro de Arena Eugenio Kusnet, Sala Renée Gumiel e Sala Carlos Miranda.

Serão selecionados projetos de artes cênicas - adulto e/ou infantil - para temporada no período de outubro a dezembro deste ano. Poderão participar dos editais de ocupação companhias, grupos ou empresas de natureza cultural.

Para o Teatro de Arena Eugenio Kusnet, na modalidade teatro adulto, os projetos deverão propor uma revisão crítica da dramaturgia brasileira, incluindo montagem de espetáculo e outras atividades paralelas como oficinas, palestras, debates, seminários e leituras dramáticas. Localizado na Rua Teodoro Baima, nº 94, o mesmo espaço cultural receberá, ainda, propostas de apresentações voltadas para o público infantil.

Também foram lançados processos seletivos distintos para a ocupação das salas Renée Gumiel e Carlos Miranda, do Complexo Cultural Funarte São Paulo (Alameda Nothmann, nº 1.058 - Campos Elísios). No caso da primeira, estão abertas as inscrições para espetáculos de teatro adulto e, para a segunda, atividades cênicas para os dois públicos.

Instituto Brasileiro de Museus

Concurso Público para o Ibram

Serão oferecidas 294 vagas para nível superior e médio do quadro de pessoal da autarquia vinculada ao MinC

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo Silva, autorizou a realização de concurso público para o provimento de 294 cargos no quadro de pessoal do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A permissão e as condições constam da Portaria nº 267/2009 publicada nesta quarta-feira, 26 de agosto, no Diário Oficial da União (Seção 1, página 87).

Até o final deste ano deverá ser divulgado o edital do processo seletivo. As vagas serão destinadas a candidatos de nível superior e médio do Plano Especial de Cargos da Cultura, distribuídas da seguinte forma: Nível Superior - 90 para Analista I, 115 para Técnicos em Assuntos Culturais e 39 para Técnicos em Assuntos Educacionais; e Nível Intermediário - 50 vagas para Assistente Técnico I.

Ibram - A criação do Instituto Brasileiro de Museus foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro deste ano, com a assinatura da Lei nº 11.906. A nova autarquia vinculada ao Ministério da Cultura sucedeu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nos direitos, deveres e obrigações relacionados aos museus federais. O órgão é responsável pela Política Nacional de Museus e pela melhoria dos serviços do setor - aumento de visitação e arrecadação dos museus, fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos e criação de ações integradas entre os museus brasileiros.

Informações: (61) 3414-6234, na Assessoria de Comunicação Social do Ibram/MinC.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/26/concurso-publico-para-o-ibram/

Vale-Cultura

Câmara dos Deputados deve votar em 45 dias o Projeto de Lei 5.798/2009

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou nesta quarta-feira, 26 de agosto, mensagem ao Congresso Nacional solicitando que o Projeto de Lei que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura (PL 5.798/2009) tramite em regime de urgência urgentíssima. Isso significa que os deputados federais deverão votar a matéria em, no máximo, 45 dias.

Nessa forma de tramitação, o PL poderá receber Emendas Parlamentares em cinco sessões ordinárias. O PL 5.798/2009 será enviado, simultaneamente, para análise das Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Educação e Cultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O andamento da proposta pode ser acompanhado na página eletrônica www.camara.gov.br, no link Projetos de Lei e outras proposições.

Após a votação naquela Casa do Legislativo, o projeto segue para o Senado Federal, com mais 45 dias de tramitação.

Política pública voltada ao consumo cultural

O Vale-Cultura é a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. O vale será similar ao conhecido tíquete-alimentação. Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês, por trabalhador, a ser utilizado no consumo de bens e serviços culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido.

Os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5,00). Os que recebem mais de cinco salários mínimos também poderão ter o benefício, desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados com proventos abaixo desse patamar. Para esse contingente de salário mais elevado o desconto do trabalhador poderá variar de 20% a 90%. A estimativa do Ministério da Cultura é que 12 milhões de brasileiros poderão ser beneficiados pelo Vale-Cultura. O consumo cultural no país pode aumentar em até R$ 600 milhões/mês ou R$ 7,2 bilhões/ano.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/26/camara-deve-votar-pl-do-vale-cultura-em-45-dias/

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Caravana da Cidadania

Município baiano recebe comitiva do MinC para discutir projetos culturais direcionados ao Recôncavo Baiano

Diversas demonstrações artísticas ilustraram a diversidade cultural de São Francisco do Conde, município localizado a 74 km de Salvador. Apresentações de capoeira, samba chula e desfile de baianas foram algumas das atrações que antecederam a primeira Caravana da Cidadania Cultural, realizada nesta quinta-feira, 20 de agosto, e que reuniu prefeitos e secretários de cultura do Recôncavo Baiano no Mercado Cultural e na Universidade Estadual de Feira de Santana.

Na ocasião, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ressaltou que a ideia de percorrer diversas regiões do Brasil para discutir políticas culturais surgiu de uma reunião com produtores. “Aceitei o desafio e aqui estamos, a intenção é realmente democratizar a cultura”, disse. A Caravana da Cidadania insere-se nas ações dos programas Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura, e tem como objetivo fortalecer a memória, a história, a identidade e a diversidade cultural das diversas regiões do país.
Prefeita Rilza Valentim e ministro Juca Ferreira

Prefeita Rilza Valentim e ministro Juca Ferreira

A proposta é promover, com os prefeitos e secretários de cultura, rodadas de negócios com sugestões e críticas a respeito dos programas do MinC. “Queremos que todas as regiões do país tenham acesso às políticas desenvolvidas pelo ministério”, enfatizou Juca Ferreira. O ministro da Cultura lembrou, também, que a inclusão cultural tem como pano de fundo a luta contra o racismo, a educação, a proteção ambiental, além da questão econômica. A comitiva do MinC deverá percorrer, até o final de 2010, 18 cidades em 16 estados do país.

A prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, agradeceu a iniciativa do MinC e afirmou estar disposta a apoiar as iniciativas culturais do Recôncavo Baiano. “Queremos mostrar nossa beleza ao povo brasileiro, porque cultivar a Cultura significa cultivar a história”, destacou.

Depois da abertura do evento os representantes do ministério passaram a tarde reunidos com os prefeitos e os secretários de cultura da região. A expectativa do MinC é que cada município possa desenvolver projetos culturais com o apoio direto do ministério. “Nossa intenção é firmar uma agenda cultural com o Recôncavo. Esperamos voltar daqui a um ano e constatar que ações iniciadas nessa reunião deram certo e se fortaleceram”, afirmou o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy.

Lula é o Cara

Mas quem é mesmo esse Lula
Que é tão cantado em Cordel?
É terror de coronel,
Pancada em quem especula,
É teimosia profética
É força e garra com ética
É Cristo, É Gandhi e Guevara,
Que enfrenta parada dura,
Sem perder nunca a ternura...
Por isso que ele é O CARA.

2
Lula é a quintessência
Dos levantados do chão
De quem venceu no Sertão
A seca e a prepotência;
É quem não teme perder
Porque aprendeu vencer...
É essa energia rara
Que herdou de Dona Lindu
Num Sertão tostado e cru
Por isso que ele é O CARA.

3
Lula driblou o destino
Com coragem e luta vasta,
Quebrou a casca da casta
Reservada ao nordestino
Que não herdou sesmaria
Nem veio da academia
Que ao descer do pau-de-arara
Em vez de ser delinqüente
Transformou-se em presidente...
Por isso que ele é O CARA.

4
Lula é quem reescreveu
A cartilha do ABC,
Soletrou greve e PT
Cresceu e apareceu...
Reescreveu a história
Dando glória pra os sem glória
Quebrando outro pau-de-arara
Que é o símbolo da tortura
E enterrou a ditadura...
Por isso é que ele é O CARA!

5
Depois nós vimos Luis
Na Caravana que ia
Parir a cidadania
Das entranhas do País
Peitando soba e alcaide
Dando um chute no apartheid,
A estupidez que separa
Brasil de fêmea e de macho,
Brasil de cima e de baixo...
Por isso que ele é O CARA

6
Depois foram as eleições,
Factóides e firulas,
Fabricaram os anti-lulas
Ganharam três votações;
Quanto mais Lula perdia
Mais o Brasil sucumbia
Num berço “esplêndido”, de vara
Depois que Lula ganhou
O gigantão acordou
Por isso que ele é O CARA.

7
Lula ganhou, assumiu
Começou a juntar caco,
Danou-se a tapar buraco
Levantando o que caiu...
Deu um basta nos desleixos
Botou o Brasil nos eixos
Apagou muita coivara
Provou de maneira incrível
Que outro Brasil é possível
Por isso que ele é o cara

8
Criou o SAMU urgente
Remédio barateado,
Fez o SUS humanizado
Fez o Brasil Sorridente
Combatendo as endemias
Evitando as pandemias
Saneamento dispara
Que é obra que não faz foto
Que dá saúde e não voto...
Por isso Lula é o cara.

9
Universidade Aberta
ProUni em todas cidades
Novas universidades
E muita extensão aberta,
Brasil Alfabetizado
Mais professor concursado,
FUNDEB, nem se compara...
Mesmo sem diplomação
‘Stá diplomando a nação
Por isso Lula é o cara

10
Fez os Pontos de Cultura
Respeitando a identidade
Forjando a diversidade
Promovendo Mais Leitura
Folclore, Vídeo e cinema
A Música, a Dança, o Poema,
Está tudo mais odara...
Exclusão virou insulto
Hoje o Brasil é mais culto...
Por isso Lula é o cara.

11
Pra quem lavra a terra dura
Temos mais assentamentos
Pronaf tem mil aumentos
Melhorando a agricultura
E para acabar engodos
Lula fez o Luz pra Todos
A casa rural ‘stá clara
O campo está produzindo
E a fome se esmilingüindo
Por isso Lula é o cara.

12
Leva o seu discurso afoito
Sem temer fama ou acinte
Tornou viável o G-20,
Ajoelhou o G-8
Soma-se à Rússia e à China,
Dá apoio à Palestina
Os donos do mundo, encara;
Ao Mercosul não desfalca
Fez o enterro da ALCA
Por isso que ele é o cara

13
Não fala russo, alemão,
Nem francês e nem inglês
Fala mesmo o Português
Falado pelo povão
Fala com crânio e com alma
Só sai debaixo de palma
Sapatos ninguém dispara.
E embaixador sem sapato,
Isso acabou-se de fato
Por isso Lula é o cara

14
Veio a crise mundial
Disseram estamos de esmola
Lula disse: Isso é marola
Ninguém perca o alto astral
Quem disse que o Brasil quebra,
Quebra a cara e não celebra
O caos e se desmascara...
E hoje o Brasil está aí
Credor do FMI
Por isso que ele é o cara

15
O petróleo do Pré-Sal,
Os gringos tiveram um troço
Pois Lula disse que é nosso
Pra redenção nacional
Nada de novos ‘iraques’
Muito menos Patrobrax
E há dias Lula declara
Que não ta nem aí
Pra os bestas da CPI...
Por isso que ele é o cara


(Texto: Crispiniano Neto)
Fonte: http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8196e8d0f9ee7dfdfc7e11dbbfa30d77&cod=4217

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

Representantes do MinC articulam a participação de indígenas Guarani de outros países no evento

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, promoverá o primeiro Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, entre os dias 20 e 24 de outubro, no Brasil.

O evento será realizado na aldeia Guyra Roka, de indígenas Guarani Kaiowá, comunidade localizada a pouco mais de 30 km da cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul.

A iniciativa contará com a parceria da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH-PR), Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério da Justiça, e Comitê Gestor de Ações Indigenistas Integradas da Grande Dourados. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 750 indígenas, sendo 300 sul-mato-grossenses e 450 dos demais estados brasileiros e de outros países sul-americanos.

A proposta do encontro foi apresentada ao ministro da Cultura do Paraguai, Tício Escobar, nesta terça-feira, 11 de agosto, em Assunção, pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, Américo Córdula.

Na semana passada, ele reuniu-se com o vice-ministro de Descolonização da Bolívia para articular a presença de representantes daquele país no evento. Atualmente, cerca de 60 mil Guarani participam ativamente da política do governo Evo Morales que, recentemente, determinou a autonomia dos povos indígenas. A delegação boliviana no encontro será composta por 45 indígenas de várias regiões.

No dia 29 de julho, uma comitiva do MinC composta por representantes da SID e da Diretoria de Relações Internas, realizou uma reunião em Montevidéu para apresentar às autoridades do Uruguai o projeto da primeira edição do encontro, com o objetivo de dar início à mobilização dos Guarani que vivem no território uruguaio.

Segundo o secretário Américo Córdula, essa série de reuniões é importante para viabilizar a participação de representantes de todos os países da América do Sul que possuem comunidades do Povo Guarani: Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina (próximo país a ser visitado). A ideia da proposta é tornar possível uma ampla troca de experiências e vivência coletiva dos saberes, das formas de expressão e das celebrações do patrimônio cultural dos Guarani.

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul concretizará um dos consensos emitidos pelos dez ministros de Cultura integrantes do Mercosul Cultural, por ocasião da última reunião ocorrida em Assunção. A iniciativa também contará com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

(Comunicação SID/MinC)
Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/11/encontro-dos-povos-guarani-da-america-do-sul-2/

Prêmio Sílvio Romero 2009

Prorrogada a data de inscrição do concurso para o dia 31 de agosto

O prazo para as inscrições no Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular, edição 2009, foi prorrogado até o dia 31 de agosto.

Criado em 1959, o Prêmio Sílvio Romero é concedido anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), por intermédio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP).

Os dois primeiros trabalhos serão selecionados por uma comissão julgadora composta por especialistas que poderá indicar, ainda, até três menções honrosas. Os valores da premiação são respectivamente de R$ 13 mil e R$ 10 mil aos dois primeiros lugares. As monografias concorrentes deverão ser inéditas e ter por objeto temas da cultura popular e do folclore brasileiros - religião e sistemas de crenças em geral, rituais, cultura material, música, literatura oral, estudos sobre a disciplina folclore -, entre outros.

Os trabalhos deverão ser entregues ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, (Rua do Catete, 179 - Catete, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22220-000), impreterivelmente até às 18 horas do dia 31 de agosto, ou remetidos pelo Correio, sob registro, até a data indicada, cujo carimbo de postagem servirá de comprovante para a observância do prazo.

Informaçõe: (21) 2285-0441, ramais 214 e 215, ou e-mail pesq.folclore@iphan.gov.br; e (21) 2285-0441, ramais 204, 205 e 206, ou e-mail difusao.folclore@iphan.gov.br.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/07/concurso-silvio-romero/

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Onde está o público do cinema brasileiro?

Publicada: 05/08/2009 - 10h02m|Fonte: Caros Amigos

É fim de tarde de domingo, no ano de 1960. Áurea Oliva se prepara para ir ao cinema com a sua irmã e umas amigas. Localizado a poucas quadras de sua casa, Áurea caminha para assistir a matine. Não é preciso gastar muito para comprar o ingresso e a pipoca. O filme escolhido é brasileiro, uma chanchada com Oscarito. Essa era uma prática que se repetia na vida de Áurea assim como de muitos brasileiros até os anos 80. Hoje, a moça não vai ao cinema e, se fosse, não iria assistir aos filmes nacionais.

Muitas coisas aconteceram na cultura e na economia do país desde este período até os dias de hoje. O cinema brasileiro, que já não estava bem no final da década de 80, teve seu fim decretado logo no início dos anos 90. Assim que assumiu a presidência da república, Fernando Collor de Mello acabou com a Embrafilme, principal órgão de sustentação do cinema nacional, além do Concine (Conselho Nacional do Cinema) e da Fundação do Cinema Brasileiro. Era o que faltava para a produção nacional parar e se afastar de vez do público. Deste período até 1994 foram realizadas apenas 32 longas-metragens.

A retomada das produções brasileiras aconteceu logo após o impeachment do então presidente. Em 1993, com criação das leis de incentivo, que possibilitam mecanismos de captação de recursos a partir da renúncia fiscal, o número de produções aumentou e passamos de 13 filmes lançados neste ano para 86 longas-metragens, em 2007. Também tivemos crescimento no número de novos (e bons) diretores, novas produtoras e participações de longas brasileiros em festivais internacionais.

Mas, infelizmente, a real situação do cinema nacional não é favorável. O sucesso da produção de Daniel Filho, Se Eu Fosse Você 2, mostra como há muito o que fazer pelo cinema brasileiro. O filme já é a maior bilheteria desde a retomada da indústria do cinema, com mais de 6 milhões de espectadores, passando à frente de 2 Filhos de Francisco, de 2005, que atingiu cerca de 5.320 milhões de espectadores.

Sem dúvida, devemos comemorar o sucesso de Se Eu Fosse Você 2, mas temos que nos preocupar com o fato de apenas um filme conseguiu atingir metade de público que foi ao cinema assistir às produções nacionais no ano passado, cerca de 10 milhões de pessoas.

São diversos problemas enfrentados pelo cinema nacional. Há por exemplo, dificuldades para angariar recursos, a centralização da produção no eixo Rio-São Paulo, a dificuldade na distribuição e exibição dos filmes.

Entre todos os problemas encontrados há um fator determinante: a retomada do público. São poucos os nossos filmes que ultrapassam a marca de 500 mil expectadores, o que para um país de mais de 180 milhões de habitantes são números irrisórios.

Segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine), cerca de 18 longas-metragens brasileiros conseguiram ultrapassar a marca de 1% da população em público pagante desde a ‘retomada do cinema’.

Em 2008, tivemos praticamente a mesma ocupação do mercado interno de 2007, que deve chegar a cerca de 9%, mesmo com lançamentos de filmes esperados como a co-produção Ensaio Sobre a Cegueira (Fernando Meirelles), o filme Linha de Passes (Walter Salles) e a volta de Zé do Caixão em Encarnação do Demônio (José Mojica Marins). O melhor ano foi em 2003, quando atingimos 22% do mercado com produções comoCaranduiru, Os Normais e Lisbela e o Prisioneiro.

A realidade é que há muito mais filmes do que telas e pessoas dispostas a ir vê-los. Paulo Nascimento, diretor da Filme B, empresa especializada em mercado cinematográfico no Brasil, acredita que: “Não adianta produção em números, precisa de uma programação em relação a filmes infantis, juvenis. E os cineastas precisam querer atingir o grande público, ser generosos, comunicativos, abrir seu filme para testes”.

Até o momento, em 2009, tivemos três filmes brasileiros entre as 10 maiores bilheterias do país. Além do Se Eu Fosse Você, o segundo mais visto, temos no ranking A Mulher Invisível, de Cláudio Torres, em oitavo, com cerca de 1 milhão e 900 mil espectadores e na nona posição, o longa de José Alvarenga Jr, Divã, com 1 milhão e 800 mil.

Diversão elitista

Um dos motivos que levam os filmes brasileiros a não dialogarem com o público é elitização do cinema. Assim como no início do cinema, quando ele era visto como uma diversão feita para o público popular, historicamente, as produções brasileiras sempre foram ligadas às classes C e D. No início, com temas mais populares como a comédia no tempo da chanchada, a identificação era maior com o público que se reconhece na tela e reconhece a cultura brasileira. Para o diretor Carlos Reichenbach (Dois Córregos, Falsa Loura) no período entre as décadas de 60 a 80 o público era diferente. “Hoje não temos mais o cinema popular devido a vários aspectos, a começar pelo número de salas de exibição. Não temos mais o “cinema de rua” e a baixa freqüência do público, principalmente o público C e D, que formavam o grande público do cinema nas décadas passadas. Outro fator determinante é o preço dos ingressos, que até o começo da década de 80 custavam o equivalente a uma passagem de ônibus”, conta o diretor.

São apenas 2120 salas para os mais de 188 milhões de brasileiros, em apenas 8% dos municípios. Hoje os cinemas de bairro praticamente não existem. Com a vinda dos multiplex no sistema norte-americano, confinados em shopping-center e com ingressos a preços muito altos, que segundo os exibidores é resultado da grande venda de ingressos meia-entrada, o público se afasta cada vez mais do cinema, que passa a ser uma diversão paras as classes A e B.

O valor de uma ida ao cinema em um shopping-center é muito alto. Uma família com quatro pessoas pode gastar mais de R$ 100 numa tarde ou noite. A comodidade do DVD, da TV a cabo, dos novos meios como a internet, e também a pirataria são outros fatores que também ajudam o afastamento do público. Segundo Manoel Rangel, diretor presidente da Ancine, o principal desafio é a expansão e diversificação da economia audiovisual brasileira e o aumento da circulação de conteúdos nacionais em todos os segmentos: “É preciso incluir as classes C e D no consumo de cinema e audiovisual”, diz.

Distribuição e exibição

Um dos principais problemas da cadeia cinematográfica são distribuição e exibição. O domínio dos filmes ‘hollywoodianos’ nas salas de cinema é um fator importante para inibir a entrada de filmes nacionais às salas de cinema. O sucesso de um filme brasileiro depende também de quais filmes irão estrear no mesmo dia. Enquanto muitas produções nacionais estréiam com uma, duas ou três cópias, os filmes ‘blockbusters’ chegam a ter mais de 100, além de todo investimento em publicidade que esses longas possuem, verba indisponível para a maioria dos filmes brasileiros.

Leonardo Mendes, da Pandora Filmes, diz que “A principal dificuldade é concorrer com blockbusters. Para fazer a programação de filmes "alternativos" é muito complicado conseguir espaço para um filme estrear nas salas de cinema e depois fica ainda mais complicado mantê-lo em exibição, pois a permanência do filme em cartaz depende de seus resultados de renda e público”.

Como a quantidade de produções nacionais realizadas nos dias de hoje é muito grande, os diretores encontram dificuldade para entrar no mercado. Mas o domínio do cinema hollywoodiano, algo que acontece em todo mundo, não deve ser um fator determinante. Mesmo com a entrada de grandes produções americanas, a França, por exemplo, conquistou grande participação do mercado interno. Com uma população de aproximadamente 63 milhões de habitantes, três vezes menos que o Brasil, teve em 2006, um público de 188 milhões, sendo 44% para as produções nacionais.

Leis de Incentivo

Outro ponto que merece atenção são as atuais leis de incentivo à cultura, que precisam ser revistas. Sabemos que sem a intervenção do governo não há como fazer cinema. No entanto, a maneira como os projetos são avaliados precisa ser repensada. Essa também é a opinião da produtora Sara Silveira: “O Brasil não tem como se sustentar sozinho, precisa de uma política junto ao estado. E, se não tiver incentivo a cultura, se esvai”.

A leis de incentivo funcionaram muito bem no momento em que o cinema precisava de um auxílio para retornar às produções. Hoje é notável que é preciso um investimento em políticas de exibição, distribuição e educação do público.

O diretor Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira, Cidade de Deus) acredita que quanto mais os filmes brasileiros dialogarem com o público, maior será sua importância cultural e participação no mercado. “O fato dos filmes serem 100% financiados pelo estado foi importante num momento mas a longo prazo gera uma mentalidade de que o produtor ou diretor não devem nenhuma satisfação ao público (ou contribuinte) Isso é uma distorção. Se um filme usa financiamento público, deve ser visto como um bem público, precisa haver uma contrapartida social”, diz o diretor.

Para se ter um cinematografia consistente, é necessário haver filmes de todos os gêneros e estilos, do mais comercial - filmes preocupados em se comunicar com o público - ao mais autoral - filmes que levam e mostram a nossa cultura. No entanto, cada projeto deve ser avaliado separadamente e o diretor e o produtor precisam ser cobrados por resultados que irão estabelecer os perfis de seus novos projetos.

Após 17 anos da criação da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura propôs a reforma na lei. As mudanças vão atingir não apenas o cinema, mas todos os mecanismos culturais. Dentre as propostas, a nova lei vai descentralizar os projetos do eixo Rio-São Paulo, diminuir o valor dos ingressos dos eventos culturais, incluindo o cinema, alterar a porcentagem da renúncia fiscal das empresas que financiam projetos culturais e criar o Vale Cultura no valor de R$ 50 por mês.

A cada ano podemos notar uma evolução natural das produções, sempre com melhora no roteiro e na dramaturgia. No entanto, é necessário haver uma preocupação com a qualidade e com os temas que o público quer ver. Os cineastas devem se unir e lutar por melhores condições de trabalho, de leis e regras pensem em toda a cadeia cinematográfica e beneficiem os patrocinadores, produtores, distribuidores, exibidores, visando sempre o público. Só assim o cinema brasileiro irá se reencontrar de vez com seu público.


*Danielle Noronha é jornalista
http://www.guiaglobal.com.br/noticia-onde_esta_o_publico_do_cinema_brasileiro-2521

Cine Mais Cultura em Pernambuco

MinC lança primeiro edital estadual para a seleção de projetos voltados à exibição de obras audiovisuais

Ação integra o Programa Mais Cultura da Agenda Social do Governo Federal

O município de Triunfo, no sertão pernambucano, sediará o lançamento do primeiro edital estadual para a seleção de Cines Mais Cultura. O evento será na quinta-feira, 6 de agosto, às 19h, no Cine Teatro Guarany, em meio ao 2º Festival de Cinema de Triunfo, e contará com a presença da coordenadora de ações do Programa Mais Cultura, Mônica Monteiro, do coordenador executivo do Cine Mais Cultura, Frederico Cardoso, e da presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevêdo, representando o governador Eduardo Campos.

O edital selecionará 60 projetos de entidades privadas sem fins lucrativos que desenvolvam ou queiram desenvolver ações de exibição de obras audiovisuais e contribuir para a formação de plateias e o fomento do pensamento crítico, tendo como principal base obras audiovisuais brasileiras.

As inscrições devem ser feitas de 7 de agosto a 6 de outubro deste ano. As iniciativas selecionadas receberão kit com telão (4mx3m), câmera digital, aparelho de DVD, projetor, mesa de som de quatro canais, caixas de som, amplificador, microfones sem fio, dentre outros equipamentos. O kit contém acervo com centenas de filmes brasileiros (curtas, médias e longas-metragens, documentários e animações) selecionados pela Programadora Brasil para exibições semanais nos Cines. A Programadora reúne hoje acervo com mais de 300 obras, organizadas em 104 programas (DVDs).

Apenas 8,7% dos municípios brasileiros possuem salas comerciais de cinema, revela a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) de 2006, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Cine Mais Cultura é uma ação do Programa Mais Cultura para promover o acesso da população a obras audiovisuais e apoiar a difusão da produção audiovisual brasileira por meio da exibição não comercial de filmes. A prioridade é atender localidades rurais e urbanas que não possuem cinema, localizadas nos Territórios da Cidadania e nas periferias dos grandes centros urbanos.

“Lançar os editais separadamente em cada estado brasileiro, respeitando as suas realidades, é imprescindível para ampliar a ação”, afirma Frederico Cardoso. Ele explica que após o processo de seleção, os 60 novos Cines pernambucanos passarão a existir em rede, levando à população obras audiovisuais brasileiras e incentivando o debates em torno das mesmas.

Capacitação – Além de fornecer equipamentos e acervo, o Cine Mais Cultura realiza oficinas de capacitação cineclubista, com o objetivo de qualificar os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introdução à história do cinema e linguagem cinematográfica; prestar informações sobre questões relevantes e atuais relativas à atividade exibidora, como direitos autorais e sustentabilidade. O trabalho é desenvolvido com apoio de um manual produzido em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Parceria – O edital estadual é fruto de uma parceria entre o Ministério da Cultura e o Governo de Pernambuco para a implantação descentralizada das ações do Mais Cultura. O Programa integra a Agenda Social do Governo Federal e marca o reconhecimento da Cultura como necessidade básica e importante vetor para o desenvolvimento social, econômico e sustentável do país. Tem como principal objetivo promover o acesso da população, especialmente jovens da classe C, D e E, aos bens e serviços culturais.

Inscrições – As inscrições são gratuitas e os projetos devem ser enviados para a Sede da Fundarpe (Rua da Aurora, nº 457, Boa Vista, Recife, CEP 50.050-000), aos cuidados da Diretoria de Fomento e Formação.

Seleção – A seleção será realizada por Comissão de Avaliação composta por representantes do Ministério da Cultura, da Fundarpe, de entidades do setor audiovisual e da sociedade civil. O resultado será divulgado no Diário Oficial da União, no Diário Oficial do Governo do Estado de Pernambuco e nas páginas eletrônicas do Programa Mais Cultura (mais.cultura.gov.br), da ação Cine Mais Cultura (www.cinemaiscultura.org.br), da Programadora Brasil (www.programadorabrasil.org.br), dos Territórios da Cidadania (www.territoriosdacidadania.gov.br) e da Fundarpe (www.fundarpe.pe.gov.br).

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/05/mais-cultura-em-pernambuco-3/
(Rafael Ely, SAI/MinC)

Economia da Cultura

Presidente do Sebrae apresenta ao ministro da Cultura estudo para capacitar artistas e produtores culturais

Capacitar o setor artístico, potencializar a Economia da Cultura e formalizar profissionais da área cultural foram os principais temas abordados durante encontro entre o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto. A reunião aconteceu nessa terça-feira, 4 de agosto, em Brasília, e contou também com a presença do secretário executivo, Alfredo Manevy, e dos secretários de Fomento e Incentivo à Cultura e de Políticas Culturais, Roberto Nascimento e José Luiz Herencia, respectivamente.

Na ocasião, o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas apresentou ao ministro da Cultura a publicação Termo de Referência para Atuação dos Sistema Sebrae na Cultura e Entretenimento. O documento sugere promover a qualificação e atualização de profissionais, empreendedores do setor artístico, com foco em gestão empresarial, inclusão digital, novos modelos de negócio, propriedade intelectual e comércio exterior, de modo a melhorar sua inserção nos mercados interno e externo.

Para Okamoto, o Sebrae pode ajudar artistas e produtores culturais a desenvolver projetos de maneira economicamente viável, possibilitando “uma potencialização na economia da cultura”. De acordo com ele, o setor cultural brasileiro tem enorme potencial de crescimento e está em expansão. “O Sebrae pode ser usado como braço do governo, vocês criam a política e nós capacitamos”, afirmou.

O secretário executivo do MinC exemplificou como o Sebrae poderia ajudar projetos culturais a se desenvolver economicamente: “Existem, por exemplo, mais de 100 festivais de música em todo o país, poderíamos potencializar esses eventos, realizando rodadas de negócio entre os artistas da área”, disse Manevy.

Durante o encontro, o presidente do Sebrae também falou a respeito do Vale-Cultura - lançado no último dia 23 de julho, em São Paulo, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Projeto de Lei prevê que cada trabalhador tenha acesso a um um cartão, com saldo de até R$ 50,00 por mês, a ser utilizado no consumo de bens e serviços culturais. Para Okamoto o Vale é uma ótima ideia, pois poderá dar novos rumos à chamada Economia da Cultura à medida em que for utilizado.

Fonte: Comunicação Social/MinC

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Festival de Cinema de Gramado

37ª edição registrou recorde de inscritos em 2009

O 37º Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de agosto, no Rio Grande do Sul alcançou, este ano, o maior número de inscrições de filmes: 287 curtas nacionais (80% a mais que no ano passado), 56 na mostra gaúcha, 85 longas nacionais (aumento de 98% em relação a 2008) e 43 longas estrangeiros, um acréscimo de 259% ante a edição anterior.

O Festival é, de acordo com os organizadores, o maior evento cinematográfico da América Latina. Todos os anos reúne na serra gaúcha artistas, diretores e produtores para divulgar e debater o cinema nacional. O famoso tapete vermelho do Palácio dos Festivais é uma atração à parte na mostra, por ele desfilam astros e estrelas. Os vencedores da competição recebem o Troféu Kikito, um dos prêmios mais importantes do cinema brasileiro.

A 37ª edição do Festival contou com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, por meio da qual poderá captar recursos para a realização do evento. A organização informou que, apenas pela exibição dos filmes, os selecionados brasileiros e estrangeiros de longa-metragem receberão R$ 3 mil cada. Para os curtas, será entregue o valor de R$ 500.

Haverá também a possibilidade de acompanhar partes do Festival através de uma TV online criada para o evento. Os internautas poderão conferir a chegada das celebridades, diretores e produtores no tapete vermelho, imagens das principais entrevistas coletivas e reportagens sobre as obras e seus autores. Os homenageados deste ano serão o ator Reginaldo Faria, os cineastas Ruy Guerra e Itacyr Rossi, e o diretor de fotografia Ivo Czamanski.

CATv - O Centro Técnico Audiovisual (CATv/MinC), que presta serviços aos realizadores de audiovisual de todo o país, apoiou dois filmes que foram selecionados para participar do festival. A Invasão de Alegrette, de Diego Muller, concorre ao prêmio de melhor curta nacional e teve apoio do CTAv com serviço de mixagem, e A Princesa e o Violinista, animação de Guto Bozzetti, faz parte da Mostra Gaúcha e teve apoio do CTAv no serviço de Transfer.



(Texto: Grazielle Machado, Comunicação Social/MinC)
(Fonte: 37º Festival de Cinema de Gramado e CATv/MinC)

Consciência Negra 2009

Fundação Cultural Palmares lança edital para apoio a projetos culturais

A Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, realiza seleção pública para apoio a projetos culturais com o lançamento do edital Idéias Criativas para 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra 2009, com o tema Renascimento Africano Fesman.

O objetivo é selecionar idéias criativas em todo o país, que tragam em seu conteúdo, por meio de atividades culturais, subsídios para a promoção da Lei nº 10.639/03, tendo como público alvo crianças e jovens em idade escolar.

A lei, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afrobrasileira, prevê o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

O período de inscrição é de 31 de julho a 14 de setembro e os projetos deverão ser enviados somente por meio dos serviços de postagem da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Leia o Manual de Orientação.

A relação dos projetos inscritos será divulgada no site da FCP. Informações: (61) 3424-0113 ou pelo email edital20denovembro2009@palmares.gov.br.


Fonte: Ascom FCP/MinC
http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/04/consciencia-negra-2009/