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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ancine destaca importância do Vale-cultura

Vale-cultura, expansão do parque exibidor e linhas do Fundo Setorial do Audiovisual são prioridades da Ancine

O diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, focou três pontos em suas palavras dirigidas aos jornalistas, na tarde de ontem, em um hotel de Fortaleza, durante o 19º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema - audiovisual e educação - 2009.

O primeiro foi o Vale-cultura, focado não nos produtores, mas no conjunto da população brasileira, como uma política pública na área cultural a exemplo do que é feito em áreas como saúde e educação. Por ele, quem recebe até cinco salários-mínimos terá direito a um vale de R$ 50,00 mensais para consumo de bens e serviços culturais, com uma contrapartida de 10%, ou seja R$ 5,00 mensais. “Além de um enorme impacto cultural, teremos um outro econômico para o setor do audiovisual”, disse.

Seu segundo destaque foi a política de expansão do parque exibidor dirigido a um público para o qual o mercado de salas de cinema não tem se desenvolvido, incluindo cidades com mais de 100 mil habitantes sem salas de cinema e outros locais com demanda reprimida. Isso tudo sem seguir exclusivamente o ritmo de expansão /de shopping centers.

Rangel deixou por último as considerações acerca do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que teve suas primeiras linhas lançadas em dezembro do ano passado e que, segundo enfatizou, com o objetivo de garantir uma exploração adequada dos recursos, não será aplicado exclusivamente a fundo perdido, abrindo possibilidades de retorno dos investimentos.

“O objetivo é promover uma mudança cultural no sentido de estimular o conjunto da produção, encontrando uma equação de sustentabilidade do investimento e do retorno. Para isso, haverá uma premissa básica de investimentos nos melhores projetos, tanto em termos de público quanto de crítica. Quem faz sucesso tem que devolver parte desse sucesso”.

Duas linhas de ação, com R$ 30 milhões, visam o fortalecimento de distribuidoras nacionais que tenham a obra brasileira como principal, pela aquisição de direitos de distribuição e de comercialização de longas-metragens.

A terceira linha, com R$ 14 milhões, objetiva reforçar a ligação entre a produção independente e a televisão. A quarta, com R$ 30 milhões, visa melhorar a competitividade das obras e empresas voltadas à produção cinematográfica por meio da produção cinematográfica de longas-metragens.

Resumindo: o FSA pretende garantir mais investimentos; estabelece critérios de aplicação de recursos públicos baseados no desempenho das empresas e dos resultados esperados dos projetos. Reforça, também o compromisso público do governo Federal com o desenvolvimento das atividades audiovisuais brasileiras.

Fonte: Maristela Crispim, Diário do Nordeste, 31/07/2009
http://blogs.cultura.gov.br/valecultura/

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